S E G R E D O

segredos

Tu eras, és, a lição que eu pensava já ter aprendido. 
Mas o tempo está a dar cabo de mim, as lembranças estão a consumir-me por dentro, restando tão pouco de mim. 
Talvez as palavras, opostas as que diariamente usávamos, possam destruir o brilho que ainda vejo nos teus olhos, quando nos olhamos. Faz com que tudo se destrua duma só vez. 
Já que só nos encontramos agora, já com o coração viciado e com uma imagem pouco nítida do que é a felicidade, apesar de saber que a encontras longe de mim, eu não estou a conseguir, não estou a conseguir focar-me no presente. 
Nesta altura já encontrei vários escapes para o meu pensamento ter descanso de ti, noutras perco-me. Há dias em que deixo que permaneças, deixo-te vivo dentro de mim para me sentir realizada. Admito que até há dias em que penso não te deixar ir embora, insisto naquele amor que eu colori, aí todas as partes do meu corpo pedem para eu não baixar já os braços, que o destino assim quer que seja agora. 
Mas não posso, não posso continuar a insistir, em algo que eu no fundo sei, sempre soube, que não ia ter futuro. Queria-te ter encontrado numa outra vida, num outro tempo, onde não precisássemos de temer o nosso futuro. 
Mas no fundo, ainda espero, em segredo.
Autora: Cláudia Lucas

Retirado do site: http://www.textodiario.com.br

Mais uma vez…

Existem fases na vida que são inexplicáveis. Um dia de cada vez e a loucura vai tomando conta da cabeça, o cansaço faz sumir o sorriso, o desespero por ter o resultado almejado aflige, as lágrimas que caem enquanto está embaixo do chuveiro é sinal que a mente está sufocada. Pergunta-se: será que vale a pena? Espero que sim. No final de tudo, é claro que o sol vai voltar.

Quem acredita sempre alcança!

Pior do que se sentir perdida é…

Viver a vida

Pior do que se sentir perdida é perder-se em si mesmo. No emaranhado do que você acredita misturado ao que você é ou era. O que você acredita, apostando corrida com o que você mais detesta. O que você tem, jogando palitinhos com o que você quer. Seu amor e suas dores na linha de chegada e o coração de juiz em dia de clássico.

Eu não sei se você entende o raciocínio de quem não tem raciocinado ultimamente ou se entende o porquê de certas coisas que não se explicam.

Quando a cabeça não pensa o corpo padece. Mas quando a cabeça pensa demais será que nossa alma enriquece?

Você cheio de indagações e de táticas que não fazem o menor sentido. (pelo menos para você ou pelo menos naquele momento).

Suas certezas mudam, suas prioridades deixam de ser prioridades já que você nem sabe mais o que deseja. Até sabe, mas está tão longe e você tão cansado que o mais fácil é deixar que as prioridades te encontrem e você pode fugir do que não interessa. Seus princípios enfraquecidos te cobram uma atitude e você cobra a coragem.

Seus olhos pesam e seu coração já bate fraco. De tanto que bateu a vida inteira. De tanto chorar amor e fracassos. De tanto chorar pelo leite derramado você decide que se entender é complicado demais. O quente queima e o frio é gelado demais, vai o morno mesmo que não causa sensação alguma e no momento você não tem sequer condições de sentir algo. Sentir dá trabalho e trabalho acarreta uma série de responsabilidades. Responsabilidade é chato demais e não aquece seus pés nos dias frios.

Você enfim, opta por decidir somente pelo necessário. Pelo que realmente vai fazer alguma diferença em sua vida e desiste de tentar equilibrar-se, isso é para artista circense e você nem gosta tanto de circo. Melhor deixar assim.

Uma porta de saída e uma de entrada. O que vale fica e o que não vale que valesse. Nada de culpa ou de noites mal dormidas, nada de coração na boca em de frio na barriga.

Certas coisas não se explicam. Não existem palavras que as descrevam ou soluções que as resolva . Sentimentos, gestos, sonhos e sorrisos. A alma entende e a boca cala.

Fernanda Mello

Honre seu caminho

 

Foi sua escolha, sua decisão, e na medida que você respeita o chão onde pisa, também este chão passa a respeitar seus pés. Faça sempre o que for melhor para conservar e manter seu caminho, e ele fará o mesmo por você.

Manual de conservar caminhos;
Paulo Coelho

Reflexão…

lobo_ovelha01

Às vezes fico me perguntando o que faz as pessoas serem boas ou más, sensíveis ou insensíveis.. e por ai vai.

Muitos me falam que é a proximidade com a igreja, com Deus. Acredito certamente que o hábito de falar com Deus mudo o modo de falar com as pessoas.

Pois bem, uma coisa que não consigo entender, como uma pessoa fica num banco de igreja por horas e não consegue compreender a dor próximo, como que essa mesma pessoa por vezes, muitas vezes não se põe no lugar do outro antes de acusar, é uma pessoa insensível, que inveja o que outro tem, que não tolera ver que o outro tem respeito e admiração daqueles que ele mesmo gostaria de ter, mas nada faz para conquistar tal admiração…

Percebo que certas pessoas são apenas faixadas, muitas máscaras, verdadeiro lobo em pele de cordeiro, e que por pior que possa parecer, se esconde atrás de um banco de igreja para dizer que é Cristão, mas não sabe ao menos praticar o amor ao próximo.

Um gesto de amor

Um garoto pobre, com cerca de doze anos de idade, vestido e calçado de forma humilde, adentra a loja e pede ao proprietário que embrulhe para presente um sabonete comum.
É presente para minha mãe, diz com quase orgulho.
O dono da loja ficou comovido diante da singeleza daquele presente. Olhou com piedade para o seu freguês e, sentindo uma grande compaixão, sentiu vontade de ajudá-lo.
Pensou que poderia embrulhar, junto com o sabonete comum, algum artigo mais significativo. Entretanto, ficou indeciso: ora olhava para o garoto, ora para os artigos que tinha em sua loja.
Devia ou não fazer? O coração dizia sim, a mente dizia não.
O garoto, notando a indecisão do homem, pensou que ele estivesse duvidando de sua capacidade de pagar. Colocou a mão no bolso, retirou as moedinhas que dispunha e as colocou sobre o balcão.
O homem ficou ainda mais comovido, quando viu as moedas, de valor tão insignificante. Continuava seu conflito mental. Em sua intimidade concluíra que, se o garoto pudesse, ele compraria algo bem melhor para sua mãe.
Lembrou de sua própria mãe. Fora pobre e muitas vezes, em sua infância e adolescência, também desejara presentear sua mãe. Quando conseguiu emprego, ela já havia partido para o mundo espiritual. O garoto, com aquele gesto, estava mexendo nas profundezas do seu sentimento.
Do outro lado do balcão, o menino começou a ficar ansioso. Alguma coisa parecia estar errada. Por que o homem não embrulhava logo o sabonete? Ele já escolhera, pedira para embrulhar e até tinha mostrado as moedas para o pagamento. Por que a demora? Qual o problema?
No campo da emoção, dois sentimentos se entreolhavam: a compaixão do lado do homem, a desconfiança por parte do garoto.
Impaciente, ele perguntou: Moço, está faltando alguma coisa?
Não, respondeu o proprietário da loja, é que de repente me lembrei de minha mãe. Ela morreu quando eu ainda era muito jovem. Sempre quis dar-lhe um presente, mas, desempregado, nunca consegui comprar nada.
Na espontaneidade de seus doze anos, perguntou o menino: Nem um sabonete?
 O homem se calou. Refletiu um pouco e desistiu da ideia de melhorar o presente do garoto. Embrulhou o sabonete com o melhor papel que tinha na loja, colocou uma fita e despachou o freguês sem responder mais nada.
A sós, pôs-se a pensar. Como é que ele nunca pensara em dar algo pequeno e simples para sua mãe? Sempre entendera que presente tinha que ser alguma coisa significativa, tanto assim que, minutos antes, sentira piedade da singela compra e pensara em melhorar o presente adquirido.
Comovido, entendeu que naquele dia tinha recebido uma grande lição. Junto com o sabonete do menino, seguia algo muito mais importante e grandioso, o melhor de todos os presentes: o gesto de amor!